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No dia 27 de janeiro, em reunião com o ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci , saiu com a garantia que o BEm (programa de redução de jornada e suspensão de contratos) voltaria em 15 dias.

Só que alguns meses se passaram, e nada. A nova MP 936 só deve ser divulgada esta semana, três meses após o tal encontro. Neste período, o setor não segurou a demora e a associação calcula o fechamento de 35 mil empresas.

Uma pesquisa realizada pela associação mostra o tamanho do caos. No início do fevereiro, 16% das empresas disseram que não conseguiriam pagar os salários integralmente. Em março, o percentual pulou para 76% e, na primeira semana de abril, chegou a 91%. A piora no percentual mostra o impacto do recrudescimento da pandemia e consequente aumento das medidas restritivas.

“O BEm é muito importante, mas chegou tarde. Por conta deste atraso, muitas empresas e empregos ficaram pelo caminho. Demorou tanto que o setor ficou insolvente. Se o governo tivesse cumprido o que disse em janeiro, 35 mil empresas não teriam fechado as portas nem 100 mil empregos teriam se perdido”.

Segundo o presidente, as medidas de redução de salário e suspensão do contrato salvaram 1, 5 milhão de postos de trabalho enquanto esteve em vigor durante o ano passado. Mesmo assim, 300 mil empresas do setor fecharam por conta da pandemia.

“O não pagamento de salários é o último recurso do comerciante. Para chegar nesta situação, ele já parou de pagar água, luz e impostos. Precisaremos de ajuda municipal, estadual e federal para o setor conseguir se reerguer. E de compreensão dos fornecedores”.

Fonte: O Globo

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