Trabalhadores acima de 60 anos gastam 37,16% a mais que profissionais de até 24 anos ao almoçar fora de casa


O estudo indica que trabalhadores mais velhos gastam cerca de 37,16% a mais que trabalhadores mais jovens


Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o brasileiro gasta cerca de 25% de sua renda com alimentação fora do lar. Segundo a Associação de Bares e Restaurantes (ABRASEL), atualmente o setor representa 2,7% do PIB brasileiro. A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) complementa que o setor tem crescido a uma média anual de 14,2%. De acordo com a Pesquisa Preço Médio de Refeição 2017, realizada pela ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador) o brasileiro gasta em média R$32,94 para comer fora de casa, considerando comida, bebida, sobremesa e café - valor 8% maior em relação ao ano anterior, que foi de R$30,48.


E como se comporta o trabalhador durante as pausas para almoço? A Alelo, bandeira especializada em benefícios e gestão de despesas corporativas, levantou dados sobre a média de gastos e preferências culinárias dos trabalhadores, apontando diferentes comportamentos relacionados à faixa etária, estado civil, gênero, horário, dia da semana e região. O estudo indica que trabalhadores mais velhos gastam cerca de 37,16% a mais que trabalhadores mais jovens: profissionais de 61 e 70 anos gastam em média R$26,12 ao almoçar fora, enquanto os trabalhadores entre 17 e 24 anos costumam gastar uma média de R$19,06.

Já os trabalhadores casados consomem mais que os solteiros ao comerem fora, gastando em média R$ 23,74 - valor 5,2% maior em relação aos solteiros, que têm um gasto de R$ 22,56. O levantamento também mostra que profissionais casados frequentam mais churrascarias (9,75%) e restaurantes de comidas italiana (5,49%) e brasileira (4,61%) em comparação aos solteiros que, por sua vez, preferem lanchonetes (18,48%), hamburguerias (9,56%) e restaurantes de comida japonesa (3,94%).

Quanto às diferenças de comportamento entre homens e mulheres, a pesquisa indica que os homens gastam em média 14,12% a mais que as mulheres ao almoçar fora: eles gastam cerca de R$ 24,99 por refeição, enquanto elas têm um gasto médio de R$ 21,90. As preferências culinárias também são diferentes entre os gêneros: as mulheres frequentam mais hamburguerias (9,5%) e as culinárias italiana (5,79%) e brasileira (4,47%) em comparação aos homens, que costumam frequentar mais lanchonetes (18,33%), churrascarias (10,84%) e pizzarias (3,54%).

A pesquisa constatou ainda que o gasto no almoço aumenta conforme as horas vão passando. As pessoas que vão almoçar às 14h gastam cerca de 19% a mais em comparação às que almoçam às 12h, tendo uma variação de preço de R$ 21,69 para R$ 25,83. Contudo, o horário de pico das transações é ao meio dia, quando 37% delas são realizadas.

Também foi possível observar diferenças no comportamento dos trabalhadores em cada região do país. Na região Norte, o maior gasto com refeição acontece às 11h, quando a média utilizada para o almoço é R$30,19. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o gasto maior ocorre às 14h, com R$25,82, R$25,48 e R$25,51, respectivamente. Já no Nordeste, o pico das transações ocorre em um horário mais tarde quando comparado com as demais regiões: às 15h, com R$28,15.

Os gastos em todas as regiões e horários aumentam às sextas-feiras. De segunda a quinta-feira, a média de consumo na hora do almoço é de R$23,09. Já a média de valor do almoço nas sextas-feiras é de R$25,32, representando um aumento de 9,63%. Quando se trata da busca por uma alimentação saudável na hora do almoço, restaurantes naturais têm um público 1,24 vezes maior de pessoas com idade acima de 25 anos se comparado à frequência de jovens de 17 a 24 anos.

Mulheres também procuram se alimentar melhor ao comer fora de casa, frequentando estes estabelecimentos 1,57 vezes a mais que os homens. Em restaurantes de alimentos saudáveis, a frequência das refeições é maior às 15h e o consumo maior também ocorre às sextas-feiras.

O estudo revelou ainda que o comportamento dos trabalhadores não sofre grandes alterações em dias de chuva: o gasto médio em dias de sol é R$23,34 e em dias chuvosos o número cai para R$23,27. O levantamento foi realizado entre junho e agosto de 2017 e foram considerados somente dias da semana (segunda-feira a sexta-feira) no horário do almoço (11h às 15h). A pesquisa foi feita na base de usuários da Alelo, que compreende cerca de 8 milhões de pessoas em todo o Brasil.



Fonte: Terra