Governo registra criação de 5,6 mil vínculos de trabalho intermitente em 2017


Os números se referem apenas aos dois últimos meses de 2017, pois a nova lei trabalhista começou a valer em novembro

O governo informou na última sexta-feira (26) que o país registrou a abertura de 5.641 vínculos de trabalho intermitente no ano passado. Os números se referem apenas aos dois últimos meses de 2017, pois a nova lei trabalhista, que permitiu esse tipo de contratação, começou a valer em novembro.

De acordo com o Ministério do Trabalho, o Brasil fechou, em todo ano passado, 20,8 mil postos de trabalho com carteira assinada.

O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. A previsão do governo é que essa modalidade de trabalho gere 2 milhões de empregos em 3 anos.

No ano passado, segundo o ministério, houve o registro de criação de 5.971 vínculos de trabalho intermitente e o fechamento de outros 330 vínculos.

Como dois ou mais vínculos podem estar relacionados a um mesmo trabalhador, não é possível dizer que houve a criação de 5.641 empregos por contrato intermite (a diferença entre criação e fechamento dos vínculos). Por conta disso, o registro desses vínculos pode inflar as estatísticas de emprego no país.

"A empresa não precisa demitir. Ela pode manter o trabalhador na base de dados. A gente acredita que essas demissões ocorreram porque os trabalhadores não renderam o esperado", avaliou Mário Magalhães, do Ministério do Trabalho.

Veja as 10 maiores ocupações de trabalho intermitente em 2017

1) Assistente de vendas: +3.903 vagas
2) Servente de obras: +114 postos
3) Garçom: +87 empregos
4) Vigilante: +86 vagas
5) Mecânico de manutenção de máquinas: +69 empregos
6) Faxineiro: +67 vagas
7) Operador de caixa: +59 empregos
8) Atendente de lanchonete: +54 vagas
9) Eletricista: +49 empregos
10) Soldador: + 45 vagas

Fonte: G1 *Para ler na íntegra, visite o site do G1